uma viagem de ônibus pelas ruas da metrópole mineira me proporcionou um momento de reflexão claro, reflexão após um terrível duelo; me atentar as notificações do smartphone, ou olhar pela janela?
Por algum motivo, me peguei olhando para praça da estação, para as nuvens que envolviam a Serra do Curral e para as pessoas indo trabalhar. Percebi o quanto o tempo pinga feito água gotejando de uma torneira velha, cada gota que caí, são alguns segundos que vão para o ralo, e só nos damos conta dessas gotas que desperdiçamos quando a caixa d´água seca.
Quantos almoços com a turma foram desmarcados em nome daquela junky food? Na tentativa de ganhar tempo para voltar ao trabalho, perdi qualidade de vida, e se eu não tivesse decidido olhar pela janela, teria me resumido a minha insignificância metropolitana?
Talvez não, teria desperdiçado meu tempo verificando pseudo verdades no meu feed de noticias. A humanidade aperfeiçoou os aparelhos eletrônicos, criou novas drogas, o homem gourmertizou suas necessidades fisiológicas e a cada década que passa, menos aproveitamos o tempo, no final do ano, contabilizamos cerca de 20 dias foram desperdiçados reclamando da falta de tempo. O tempo não nos falta, não enquanto ainda estivermos em vida, pois, quando essa se esgotar e a última gota pingar
aí sim, não teremos mais tempo.
Vinícius Vieira Deiró
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