Se no alto de um prédio eu subisse
Quando lá de cima o chão avistasse
As vozes na minha cabeça
Pedindo pra que eu pulasse
Quando todas as marcas do tempo
E de um passado de dor me marcassem
Querendo me jogar ao vento
Do som do teu riso lembrasse
E dentro do meu mundo vazio
Um foco de luz avistasse
Talvez esboçasse um sorriso
Talvez isso me torturasse
Quando a tontura me atingisse
E o foco da vista turvasse
A certeza de partir viesse
E da culpa talvez me livrasse
Chamaria teu nome baixinho
E mesmo que tu não me alcançasse
Mesmo que tu nunca saibas
Mesmo que nem imaginasse
Voltaria correndo pra casa
Pra que ao ver-te de longe e dormindo
Outro dia minha vida salvasse
Talvez nem devesse ser sua, pequena
A grande responsabilidade
De manter vivo um coração
Que sem ti, sem razão viveria
Que sem ti, bem melhor que parasse
Aqui, colecionamos duvidas e certezas, angustias e clarezas, amores e temores e qualquer especie de fluido que nos alimente a vida, pois temos sangue nas veias e sede de vida.
domingo, 31 de maio de 2015
Vertigem
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Fora de Lugar
Sentou-se um peixe vermelho
o qual se pôs a me observar
através do vidro do aquário
Ele fazia suas bolhas d´ água no ar
Parecia-me que algumas coisas
Estavam fora do lugar
Sentia-me perdido,
Peixe dentro do aquário
Peixe fora do mar.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Desejos...
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Olhar de Medusa
Desde que a conheci
Soube
Era preciso manter uma distância segura
De sua boca bem desenhada
Desde que trocamos as primeiras palavras
Entendi
Que se permitisse
Ela me levaria pelas mãos suaves
Pela estrada sinuosa do seu corpo
Desde que a vi
Quis
Me perder em teu olhar de Medusa
Que me captura e petrifica
Me encanta e apavora
sábado, 23 de maio de 2015
Falta de inspiração
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Criando-se
seu criador
não estando à mesma altura
faz dele seu senhor
sentido para vida
remédio para dor
criatura
cria dor
terça-feira, 19 de maio de 2015
Paradoxo
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Ressaca
Abro os olhos primeiro
Acordo depois
A cabeça gira
O corpo reclama
Água
Banheiro
E volto pra cama
domingo, 17 de maio de 2015
Lembro
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Eternidade
terça-feira, 12 de maio de 2015
Suspiro
Momentos
domingo, 10 de maio de 2015
Por hora sou. Logo, nem isso.
"Penso, logo existo"
Por vezes desisto
Por outras persisto
Sinto, escondo, minto
Falo, escrevo, me ressinto
Reivento e tento
Aceleiro o processo
E o meu já não é lento
"Vim, vi e venci"
Mas não esqueço de quando caí
Faço
Desejo
Sonho
Realizo
Crio
Invento
Por enquanto, eu sou
Existo!
Logo mais, até mais!
nem isso.
Duas crianças
sábado, 9 de maio de 2015
Um quadro do imaginário
imagem e ação
se movem com velocidade
vão além dos limites
imagens e ações
cria das atividades
produtos de associações
recordação
a memória auxilia...
trabalhar a experiência
valoriza a própria vida
exalta a existência.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Não me importo
segunda-feira, 4 de maio de 2015
No caminho pra casa
Desejo é desejo de desejo
Sonho, não nego
Realizo quando puder
Isso, se e apenas se der
Mais que a vontade
Desejo
Não apenas por algo em si
Mas apenas o desejo de querer
Enquanto houver vida
Que exista o desejo
O doce apego ao dom de desejar
domingo, 3 de maio de 2015
Lisergia
pelo espaço flutuei
os anéis de saturno usavam dedos
o sol estava pendurado num colar.
do infinito e do nada.
apagou as estrelas menores e com
um breve sopro me devolveu o chão e
a cabeça que eu havia perdido algumas horas atrás.
A representação
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Vou te incomodar
Ainda que ausente, estarei lá
Por mais que tente
Por mais que diga que não sente
Vou te incomodar
Ainda que sem dor
Mesmo sem amor
Serei a lembrança que não cessa
Aquilo que te distrai quando tem pressa
O arrepio frio que te dá
Sim, estarei lá
É, eu vou te incomodar
Na preguiça de domingo
Num barzinho com os amigos
Na sensação de que algo falta
Mesmo que não me queira a sua volta
Você sabe, estarei lá
Desculpe, eu vou te incomodar
Nas lembranças mais remotas
Na sua ressaca idiota
Enquanto finge que esqueceu
No seu choro mais contido
No suspiro, no sorriso
Quando a festa acabar.
Sim, eu vou te incomodar.
É, meu bem, vou estar lá!