Se no alto de um prédio eu subisse
Quando lá de cima o chão avistasse
As vozes na minha cabeça
Pedindo pra que eu pulasse
Quando todas as marcas do tempo
E de um passado de dor me marcassem
Querendo me jogar ao vento
Do som do teu riso lembrasse
E dentro do meu mundo vazio
Um foco de luz avistasse
Talvez esboçasse um sorriso
Talvez isso me torturasse
Quando a tontura me atingisse
E o foco da vista turvasse
A certeza de partir viesse
E da culpa talvez me livrasse
Chamaria teu nome baixinho
E mesmo que tu não me alcançasse
Mesmo que tu nunca saibas
Mesmo que nem imaginasse
Voltaria correndo pra casa
Pra que ao ver-te de longe e dormindo
Outro dia minha vida salvasse
Talvez nem devesse ser sua, pequena
A grande responsabilidade
De manter vivo um coração
Que sem ti, sem razão viveria
Que sem ti, bem melhor que parasse
Aqui, colecionamos duvidas e certezas, angustias e clarezas, amores e temores e qualquer especie de fluido que nos alimente a vida, pois temos sangue nas veias e sede de vida.
domingo, 31 de maio de 2015
Vertigem
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