uma viagem de ônibus pelas ruas da metrópole mineira me proporcionou um momento de reflexão claro, reflexão após um terrível duelo; me atentar as notificações do smartphone, ou olhar pela janela?
Por algum motivo, me peguei olhando para praça da estação, para as nuvens que envolviam a Serra do Curral e para as pessoas indo trabalhar. Percebi o quanto o tempo pinga feito água gotejando de uma torneira velha, cada gota que caí, são alguns segundos que vão para o ralo, e só nos damos conta dessas gotas que desperdiçamos quando a caixa d´água seca.
Quantos almoços com a turma foram desmarcados em nome daquela junky food? Na tentativa de ganhar tempo para voltar ao trabalho, perdi qualidade de vida, e se eu não tivesse decidido olhar pela janela, teria me resumido a minha insignificância metropolitana?
Talvez não, teria desperdiçado meu tempo verificando pseudo verdades no meu feed de noticias. A humanidade aperfeiçoou os aparelhos eletrônicos, criou novas drogas, o homem gourmertizou suas necessidades fisiológicas e a cada década que passa, menos aproveitamos o tempo, no final do ano, contabilizamos cerca de 20 dias foram desperdiçados reclamando da falta de tempo. O tempo não nos falta, não enquanto ainda estivermos em vida, pois, quando essa se esgotar e a última gota pingar
aí sim, não teremos mais tempo.
Vinícius Vieira Deiró
Aqui, colecionamos duvidas e certezas, angustias e clarezas, amores e temores e qualquer especie de fluido que nos alimente a vida, pois temos sangue nas veias e sede de vida.
terça-feira, 30 de junho de 2015
Auroras
Nessas horas
procuro minha viola
através da trilha sonora
o sentimento se aflora
Aos poucos se elabora
a alma revigora
nessa trilha de historias
almejando novas auroras...
procuro minha viola
através da trilha sonora
o sentimento se aflora
Aos poucos se elabora
a alma revigora
nessa trilha de historias
almejando novas auroras...
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Exageradamente Humano
ser exageradamente humano
é ser simplesmente humano
pois não há nada mais
demasiado
que o Homem
o mundo não é exagerado
ele não finge, não cria
tramas
nem reflete a própria existência
cabe ao Homem o dom do
exagero e da consciência
cabe ao Homem os
sentimentos, as emoções
se perder no ódio e nas
paixões
e cegar-se para a razão
certas coisas cabem
apenas ao Homem
como calar ou dar voz
à um pobre coração
Vinícius Vieira Deiró
domingo, 21 de junho de 2015
Soneto da falta de criatividade
por onde anda tal força
criadora?
procurei pelas ruas e não
a encontrei
busquei no alto da serra,
na cidade vizinha
e também não achei
revisitei aquele livro
que outrora me inspirou
e não encontrei nenhum sinal
escutei aquela música que
dá asas ao pensamento
debalde, só lamento
me pergunto, onde está a
criatividade?
busquei a fundo nos dias
tristes e frios
também nós dias quentes e
de felicidade
desesperado eu fiz uma
oração
força criadora, que gerou
infinitos versos
não esqueça de mim não
Vinícius Vieira Deiró
Vinícius Vieira Deiró
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Miragem
Deus é uma viagem
a vida é uma miragem
estar vivo é um absurdo
respirar é um milagre
Imagina que loucura
criar os neurônios
as organelas celulares
os rios, o sol e as arvores
Deus é o criador
nós somos uma viagem
o mundo
uma miragem
Vinícius Vieira Deiró
a vida é uma miragem
estar vivo é um absurdo
respirar é um milagre
Imagina que loucura
criar os neurônios
as organelas celulares
os rios, o sol e as arvores
Deus é o criador
nós somos uma viagem
o mundo
uma miragem
Vinícius Vieira Deiró
terça-feira, 16 de junho de 2015
Inspiração por falta de inspiração
Houve
um dia em que eu estivera apático no pensamento
Um dia
em que se olhava a rua e não se via um só movimento
Um dia
em que o sol rendeu-se a chuva
Um dia
em que o melhor a se fazer era contemplar a lua
Bem
quisera eu ter alguma idéia para redigir
Naquele
dia... Naquela noite tentei ir dormir
Ficava
imaginando coisas, pensando nas pessoas
Pensava
até em mim mesmo
E em como
faria pra redigir algum texto
Tentei
ouvir Count Basie, ícone do jazz
Remédio
para todo aquele stress
A
falta de palavras, de imaginação
Tudo
aquilo me consumia ate então
Mas na
verdade quando percebi tudo não passava de inspiração
Guilherme Antônio R.
Santos
domingo, 14 de junho de 2015
Beleza natural
a natureza não é bela
não é verde, não é azul
a luz do sol
não é amarela
a natureza não é feia
o natural é divino
não cabe outro adjetivo
o natural não é subjetivo
na casa Mundo
o Mundo não é, ele está
as coisas do homem são
são rotuladas
o divino não cabe em rotulo
o divino não é classificado
o divino é apenas contemplado
Vinícius Vieira Deiró
não é verde, não é azul
a luz do sol
não é amarela
a natureza não é feia
o natural é divino
não cabe outro adjetivo
o natural não é subjetivo
na casa Mundo
o Mundo não é, ele está
as coisas do homem são
são rotuladas
o divino não cabe em rotulo
o divino não é classificado
o divino é apenas contemplado
Vinícius Vieira Deiró
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Hemorragia
quem nunca cortou a pele
não conhece o sangue que tem
quem nunca amou de verdade
não sabe o que é perder alguém
quem nunca caiu no chão
não sabe o que é se levantar
quem omitiu que não sabia
não aprendeu a dançar
quem nunca escutou de verdade
pouco compreende o que fala
deixou de fazer milhões de viagens
por medo de perder a mala
quem nunca sentiu dor
não sabe o que é prazer
quem nunca viveu de verdade
também irá morrer
Vinícius Vieira Deiró
não conhece o sangue que tem
quem nunca amou de verdade
não sabe o que é perder alguém
quem nunca caiu no chão
não sabe o que é se levantar
quem omitiu que não sabia
não aprendeu a dançar
quem nunca escutou de verdade
pouco compreende o que fala
deixou de fazer milhões de viagens
por medo de perder a mala
quem nunca sentiu dor
não sabe o que é prazer
quem nunca viveu de verdade
também irá morrer
Vinícius Vieira Deiró
domingo, 7 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
O poder da palavra
a palavra tem poder
o poder de atrair
pro inseguro ela se faz buraco
apenas pra lhe ver cair
a palavra tem poder
poder de nos levar a ser
e se eu vier mudar de ideia
a palavra certa é amadurecer
a palavra tem poder
poder de confortar a alma
despertar uma boa lembrança
e dar à luz a palavra esperança
a palavra tem poder
poder de nos levar mais além
para nos fazer transcender
uso a palavra Amém!Vinícius Vieira Deiró
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Crônica Jurídica
Peço licença pra somar e agregar caros colegas!
Portanto saindo um pouco da linha poética e diversificando conteúdos
Deixo com vocês
Crônica Jurídica
Javier Aquino Mendes, filho de índia boliviana e pai garimpeiro. Era natural de Manaus entrou no bar do seu Mazinho, lugar que frequentava todas as sextas feiras depois de um dia de árduo trabalho na floresta, extraindo látex.
Aquino andava armado, pois vivia em uma região remota do estado do Acre onde segundo suas crenças a lei que imperava era a da bala e a da borracha (ele não era o único que pensava assim). Como todo cabra macho ele pediu uma cachaça e pôs se a beber, jogar sinuca com os amigos e flertar com as prostitutas que lá ganhavam a vida.
Foi então que de repente Aquino pôs-se a discutir com um estranho que naquele dia também estava no bar. O estranho ofendeu uma das prostitutas que era amiga de Aquino e também possuía um caso amoroso com ele. A ofensa foi o estopim para uma briga (coisa que não era muito rara ali dentro).
Aquino farto de tanta conversa mole, sacou sua arma da cintura e realizou 3 disparos no estranho, matando o instantaneamente... Gritos ecoaram pelo local e por incrível que pareça a policia não levou muito tempo para aparecer e dar voz de prisão a Aquino.
Naquela altura a pena máxima para o crime de homicídio podia chegar até 20 anos de prisão... Bem Aquino fora preso numa Sexta feira, dia 25 de abril de 2011 e na segunda feira dia 28 a lei sofre uma mudança e a pena máxima para quem comete crime de homicídio passa a ser de 35 anos.
Aquino é jogado as traças na cadeia. Lá ele vai apodrecendo como lixo, enquanto aguarda seu julgamento e espera que seus advogados façam magica para que sua pena não passe dos 20 anos. Afinal o tal estranho que ele tirara a vida atendia pela alcunha de Luís da Silva Mendes, filho do prefeito e dono do terreno onde Aquino extraia o látex e seu sustento.
FIM?!
Portanto saindo um pouco da linha poética e diversificando conteúdos
Deixo com vocês
Crônica Jurídica
Javier Aquino Mendes, filho de índia boliviana e pai garimpeiro. Era natural de Manaus entrou no bar do seu Mazinho, lugar que frequentava todas as sextas feiras depois de um dia de árduo trabalho na floresta, extraindo látex.
Aquino andava armado, pois vivia em uma região remota do estado do Acre onde segundo suas crenças a lei que imperava era a da bala e a da borracha (ele não era o único que pensava assim). Como todo cabra macho ele pediu uma cachaça e pôs se a beber, jogar sinuca com os amigos e flertar com as prostitutas que lá ganhavam a vida.
Foi então que de repente Aquino pôs-se a discutir com um estranho que naquele dia também estava no bar. O estranho ofendeu uma das prostitutas que era amiga de Aquino e também possuía um caso amoroso com ele. A ofensa foi o estopim para uma briga (coisa que não era muito rara ali dentro).
Aquino farto de tanta conversa mole, sacou sua arma da cintura e realizou 3 disparos no estranho, matando o instantaneamente... Gritos ecoaram pelo local e por incrível que pareça a policia não levou muito tempo para aparecer e dar voz de prisão a Aquino.
Naquela altura a pena máxima para o crime de homicídio podia chegar até 20 anos de prisão... Bem Aquino fora preso numa Sexta feira, dia 25 de abril de 2011 e na segunda feira dia 28 a lei sofre uma mudança e a pena máxima para quem comete crime de homicídio passa a ser de 35 anos.
Aquino é jogado as traças na cadeia. Lá ele vai apodrecendo como lixo, enquanto aguarda seu julgamento e espera que seus advogados façam magica para que sua pena não passe dos 20 anos. Afinal o tal estranho que ele tirara a vida atendia pela alcunha de Luís da Silva Mendes, filho do prefeito e dono do terreno onde Aquino extraia o látex e seu sustento.
FIM?!
segunda-feira, 1 de junho de 2015
O sono do dia
Fim de tarde
Sala, travesseiro, sofá
Televisão não
Assistia a janela.
Com os olhos fechados
Vi o sol partir
Mergulhar entre nuvens e prédios
A ausência de luz
Apagou-me
Dormiu o dia.
Graça Barreto
Sala, travesseiro, sofá
Televisão não
Assistia a janela.
Com os olhos fechados
Vi o sol partir
Mergulhar entre nuvens e prédios
A ausência de luz
Apagou-me
Dormiu o dia.
Graça Barreto
como será?
Lembro de minha
infância
Imaginação era de extrema importância.
Durante horas sentado
Interagindo com quem estava ao meu lado,
fui Jaspion, black
kamen rider e cavaleiro.
Curtia altas aventuras
sempre sem gastar dinheiro,
Mas cada época exige uma cobrança.
Fico imaginado como foi e será ser criança,
se hoje só se vê uma
importância.
Exigir um futuro adulto, de quem está
Apenas na infância.
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